quinta-feira, 17 de maio de 2012

O frio e seu valor

dificil mesmo é quando você está sem criatividade pra escrever. mas, triste mesmo é quando você não tem sobre o que escrever. e mais triste é quando você quer escrever mas não tem vontade de escrever (eu sei, é tanto escrever, mas não estou preocupado com as regras). é engraçado como certas coisas mudam o teu comportamento, teu ânimo e tua vida. no meu caso, preciso estar muito feliz pra escrever algo que preste, algo que eu mesmo goste, que eu mesmo curta ler. ou nos outros casos, quando estou sem vontade e meio puto da vida, encontro minha mira, meu alvo. e sim, esse alvo se chama política. mas enfim, hoje não estou puto da vida. então vamos escrever algo de bom e que seja digno de se ler.


Quantas pessoas gostam do frio? Das coisas que esse clima agradável proporciona. Dias atrás estava eu conversando com uma amiga mais do que querida. E chegamos a um consenso, de que este é o melhor clima que existe. E isso é claro, levando em conta de que ninguém passasse frio no mundo, como moradores de rua e tudo mais. Mas o frio faz coisas que nenhum outro clima faz, como por exemplo, muda a vida dos casais apaixonados, certo?!

No inverno tudo fica mais bonito, mais charmoso e mais romântico. Eu sei, todo mundo sabe disso. Mas quem não sabe, pode ler aqui. Quantas coisas simples se pode fazer num frio? Coisas simples que fazemos no verão sem nos darmos conta. Muita gente, e eu me incluo nessa lista, preferem ficar em casa com sua metade da laranja assistindo um filme. E lógico, isso é uma coisa simples e normal de se fazer, mas é onde eu quero chegar. No calor esse programa é bom, mas não tem nada de romântico e sem contar que é desagradável por causa do calor. Quando o frio chega, as coisas mudam completamente, as roupas, as pessoas, a rua da tua casa, praticamente todas as coisas mudam. Nada mais bonito e interessante do que namorar no frio, no sofá, assistindo filme e acompanhado do vinho.

Quem curti festa, que vá! Eu prefiro mil vezes fazer algo mais interessante do que ficar num lugar cheio de gente que não se conhece, eu prefiro ir num frio de rachar pra Capital, sem gastar a metade do que essa gente gasta numa festa, curtir um bar ou um teatro, e isso é o que mais se tem em Porto Alegre. É por essas coisas simples, como o inverno que está se aproximando, que faz eu gostar cada vez mais do frio.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ata? Sem essa, meu negócio é patrolar...

Enfim, quase 19 horas, tínhamos que descer até a nossa sala de trabalho. Daí quando uma voz, não sei de onde veio, até parece que foi divina, e falou: "vish, hoje o negócio tá lotado". Então pensei, e agora? Tive uma ideia, vai um de cada vez, pra não criar reboliço. Eu vou mais em seguida...

Quando entrei lá, meu chapéu! A última vez que vi tanta gente assim, foi naquele salsichão que fiz pro time lá da vila. Mas dessa vez eles querem nosso fígado. E pensando bem, até poderíamos dá-lo, mas de uma coisa eu não abro mão, os 35 são meus, e ninguém me tira...

Aberto os trabalhos, alguém ai vai ler a bíblia? Eu não posso, tenho muitas tarefas. Então meu colega começou a ler, e cá entre nós, que versículo bonito hein! Mas o povo não queria só a leitura do livro sagrado, eles também queriam a ata, daí já é pedir demais também. Cortei, sem essa, querem a ata peguem no site. Vi lá de cima, todo mundo esperneando, mas sabe como é né, plenário é soberano, tá na lei (eu nem sei o que é lei, mas tá nela), e de lei eu entendo. 

Outra coisa que nunca vi aos montes foram as câmeras, nem sabia pra onde olhar, eram tantos flashes, tantos retratos, que agora nem me deitar na cadeira eu podia. Assim não dá né. Peguei a chave da gaveta, resolvi patrolar. Passei a bola pro meu amigo, por favor leia as proposições, esquece a ata. A patrola tá andando, o povo tá chiando, mas logo pára. 

Na hora da caixinha do grande expediente, não acredito! Mas hoje todo mundo quer falar?! Vou perder minha novela gente, apura ai! Chegou a me doer o coração, mas era colega pedindo isso, colega pedindo aquilo, e o povo não calava a boca, como se tivéssemos feito algo errado, aliás, alguns gritavam alguma coisa sobre dinheiro público, não sei o que era, mas de dinheiro público eu entendo, enfim, era colega fazendo lista de super mercado na tribuna, colega xingando a presidente, afinal, onde vamos parar? Minha novela não tem reprise hein.

E juro, tentei manter a ordem, afinal, somos senhorios e precisamos ser respeitados. No fim, correu tudo maravilhosamente bem, o povo entendeu, nós aumentamos, e vamos indo. Tomara que segunda feira que vem não vá todo mundo de novo.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma crise no plenário. Maldito "feicibuque".

É quando alguma voz inteligente falou: "mas claro, poderíamos aumentar o nosso mísero salário em 35%, e quando nos perguntarem sobre qual índice nos baseamos para esse pequeno aumento, alegaremos que não temos aumento todo ano, que isso será válido somente para a próxima legislatura, que teremos mais 5 colegas, e por ai vai. A sociedade vai entender, afinal, somos os representantes do povo certo?

Aliás, todos sabemos o quanto é duro trabalhar para o povo. Veja bem, somos um total de 10 funcionários, temos apenas 2 assessores, temos o compromisso de comparecer na sede do trabalho todas as segundas feiras às 19 horas, raramente temos que ficar até as 20 horas ou até um pouco mais tarde, mas como falei, isso é lá de vez em quando, normalmente não temos esta "hora extra". Mas bom mesmo é quando ficamos até as 19h15min, daí eu gosto. 

Tempos atrás, lembro que não existia o tal de "feicibuque" e essas coisas todas, realizávamos nossos trabalhos e pronto, ninguém "metia a colher". Agora não podemos nem ao menos nos dar um aumento que eles saem por ai postando nosso "retrato" pra todo mundo, dizendo que fizemos errado, que não podemos aumentar, que isso, que aquilo. Maldita hora que meu "acessor" teve a brilhante ideia de me enfiar neste mundo virtual. E eu pensava que isso era só pra colocar foto, pra dizer que fui lá numa inauguração, que fui lá numa festa do time, que sou um cara do bem. Daí me vêm essa de todo mundo me cobrar.

Mas eu não reclamo, já teve dias mais difíceis. Uma vez proibiram até o café no trabalho, meus assessores ficaram bem loucos, mas o pior estava por vir, logo proibiram o chimarrão. Daí se iniciou uma crise, sabe? Por que veja bem, como eu não tenho que cumprir horário, mando meus assessores, enquanto eu dirijo minha caçamba, e outras coisas mais, meus assessores ficam por lá. Daí tu imagina como eles ficam sem café e chimarrão entre 12h30min até as 18h30min, isso é uma afronta aos direitos humanos. O que meus amigos vão falar? Chega lá e não tem nada pra oferecer, nem café, nem chimarrão, só bolacha e cuca, assim, no seco. Não dá né!

Além de tudo isso, o pior será esse ano, tem uma juventude por ai, dizendo que querem renovar, mudar tudo. Tenho até medo! Esse ano vamos ter que sair por ai, andar por tudo quanto é rua, bater de casa em casa, apertar a mão de estranhos, sabe-se lá onde estavam com as mãos. Sem falar que os santinhos vão estar caros, vou ter que tirar dinheiro do bolso pra dar adesivo pra criançada. Até estou pensando em inovar, mas se não consegui criar nenhum projeto durante quatro anos quero ver como vou pensar num jeito fácil de conseguir ganhar o povo, mas vamos ver. Quem sabe criar um jingle com a música do "ai se eu te pego", por que se for "créu" dai o povo não gosta, é créu demais pra muito pouco tempo.